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DESCULPE... Esta é minha última postagem!

Por uma falha inominável deste blog da UOL não consigo mais inserir fotos junto com o texto, sendo informado que não há mais espaço... Liguei uma dezena de vezes para o suporte técnico UOL e o atendimento merece ser inspecionado pelo Procon, tantas são as falhas. A sugestão mais estúpida foi para que eu apagasse os posts anteriores..., claro, sem a convicção de que voltaria a funcionar! Acabei desistindo e, numa última tentativa, resolvi publicar só o texto pretendido, em duas partes, sob o título "As opções de Francisco na França" - nas quais comento qual teria sido a rota de Francisco em sua célebre peregrinação, em 1214, de Assis a Santiago de Compostela. A inserção da Parte II, sem fotos, obteve êxito. Vou inserir abaixo a Parte I e, desde já, anuncio aos amigos que me acompanham neste blog desde 2009 - quando iniciei minhas peregrinações pelos Caminhos de Santiago - que estou me despedindo. Não postarei os textos programados sobre o trajeto de Francisco em Espanha, de Jaca até chegar a Santiago de Compostela. Eles permanecerão inéditos. Quem sabe um dia serão revelados em outro blog, ou quem sabe em novo livro - após encerrar a trilogia Pedras do Caminho, dos quais o terceiro e último livro tem lançamento programado para o primeiro semestre de 2015. Buen Camino!

PEDRAS DO CAMINHO

As opções de Francisco na França - Parte I

Adotamos a mesma logística utilizada na Itália e a travessia da França em nosso Caminho de Assis a Santiago de Compostela – perseguindo os passos de Francisco na célebre peregrinação em 1214 – foi feita optando pelas principais cidades da região no século XIII e que, pela lógica, podem ter influenciado nas escolhas do famoso peregrino.

Nossa estratégia não é difícil de sustentar, considerando que levamos em consideração, além da geografia e a importância histórica das cidades, nosso tempo disponível, a facilidade de acesso e a existência de transporte rodoviário ou ferroviário...

Assim, ao deixarmos o Principado de Mônaco em direção a Espanha realizamos nosso trajeto francês passando por Marselha, Toulouse e Lourdes. Depois, a partir do magnífico Santuário Mariano, atravessamos os Pirineus contornando por Oloron Sainte-Marie e ingressando na Espanha por Somport, tendo Jaca como primeira parada espanhola.

Marselha é a mais antiga cidade francesa, tendo sido povoada pelos gregos no século VII a.C. e passado ao domínio romano em 49 a.C. Toulouse registra evidências arqueológicas da presença humana já no século VIII a.C.; e, além disso, passa por Toulouse a Via Tolosana, também chamada Caminho de Arles – uma das principais rotas francesas a Santiago de Compostela! Já Lourdes, cujas aparições da Imaculada Conceição somente viriam a projetá-la religiosamente a partir de 11 de fevereiro de 1858, muito séculos antes era ponto estratégico na região por abrigar o Château Fort, cuja origem remonta à ocupação romana e que, entre os episódios históricos em que esteve envolvido, foi sitiado em 778 por Carlos Magno, e tornou-se em seguida residência dos condes de Bigorre.

Aceitando que Francisco realizou seu Caminho a pé ou a cavalo é possível enumerar várias cidades em sua travessia da França, conforme trabalharam os especialistas da Galícia que criaram o projeto “Peregrino e novo apóstolo – San Francisco no Camiño de Santiago”, que celebra o 8º centenário da peregrinação de Francisco, de Assis à Cidade Santa.

Para os pesquisadores, o Caminho de Francisco em solo francês teve início em Fréjus (vindo de Ventemiglia, na Itália), passando por Aix-en-Provence (tangenciando Marselha...), Arles, Montpellier, Narbonne, Toulouse e Oloron Sainte-Marie – para alcançar Jaca, já na Espanha.

Basta comparar no mapa da região para verificar que ambas as opções são muito semelhantes... Assim, ao aprofundar a pesquisa sobre cada uma das cidades citadas, visando referenciar a presença do “poverello”, é fácil admitir, tanto pela geografia quanto pelos registros históricas, que elas podem sim ter servido ao trajeto de Francisco na travessia da França rumo a Santiago de Compostela.

Fréjus, por exemplo, era conhecida durante a Roma Antiga como Fórum Júlio, conforme atesta a correspondência entre Planco e Cícero datada de 43 a.C. Aix-en-Provence, por outro lado, era chamada de Aquae Sextiae durante o período romano.

Outras quatro cidades citadas – Arles, Montpellier, Toulouse e Oloron Sainte-Marie – integram a reconhecida rota a Santiago de Compostela, denominada Via Tolosana ou Caminho de Arles. Portanto, não deve haver dúvidas sobre a importância de cada uma naquela época para compor um Caminho seguro a Francisco.

Já Narbonne foi a primeira colônia romana fora da Itália, tendo sido estabelecida na Gália (termo que se refere ao moderno território francês) em 118 a.C., com o nome de Colonia Narbo Martius. Localizava-se na Via Domícia, a primeira estrada romana na Gália, construída no tempo da fundação da colônia, e que conectava a Itália à Espanha. Entre 719 a 759 esteve sob o domínio dos árabes...

Merece ser observado, contudo, que nem nossa proposta nem a dos especialistas da Galícia sugerem o Caminho de Francisco por Tarascon, a cerca de 20 quilômetros de Arles. E a importância de Tarascon nos foi enfatizada por irmãs de Marie Immaculée, de Avignon, que conhecemos em Marselha, ao lembrar sobre a mãe de Francisco, Jehanne de Bourlemont, ou Mme. Picà. O apelido é em referência à região da Picardie, no Norte da França, onde nasceu, mas Jehanne, ainda criança, mudou-se com a família para Tarascon, onde foi batizada e viveu muitos anos de sua vida. Em Tarascon, ela casou-se, ficou viúva e conheceu Pedro Bernardone, o pai de Francisco, seguindo o casal para Assis...



Escrito por Luiz Ferraz Cebola às 16h27
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