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PEDRAS DO CAMINHO

O Caminho de Francisco na Itália - Parte I


O magnífico Santuário Franciscano La Verna está erguido sobre rochas...

Como ressaltei no post anterior, o conteúdo publicado no Facebook sobre o Caminho de Assis a Santiago de Compostela – para celebrar o 8º centenário da peregrinação do “poverello” à Cidade Santa e os 30 anos de minha união com Sandra – andou sempre atual, etapa por etapa, em comparação com este blog, que, na verdade, foi esquecido durante a viagem. Até que tentei, dois ou três dias após iniciar a travessia, programar a postagem de breves relatos sobre cada um dos trechos percorridos, visando equalizar o tempo, pelo menos o tempo, em ambas as mídias... contudo, não consegui.

Assim, apenas os amigos do Face puderam acompanhar o ritmo de nosso Caminho, curtindo e manifestando votos de ânimo e “buen camino”. Com esta força, e mais a disposição interior de perseguir os passos de Francisco em sua célebre peregrinação a Santiago de Compostela em 1214 – além de contarmos com excelente clima durante a travessia por Itália, Principado de Mônaco, França e, enfim, Espanha –, nossa síntese hoje, no conforto de nossa casa, é que tudo aconteceu conforme nossa programação.

Já foram registrados os dois dias, 4 e 5 de junho, que ficamos em Assis – ainda que, a bem da verdade, muita coisa aconteceu que não foi possível ser contada. Um exemplo é a obtenção da “Credenzialle del Pellegrino”, na secretaria da Igreja de Santa Maria Degli Angeli, onde está a Porciúncula. A versão italiana da credencial de peregrino é bem elaborada e, decorada com reproduções da cruz de Francisco, foi idealizada para ser usada em solo italiano, na Via de Roma e na Via Francígena di San Francesco.

Utilizamos o documento de forma efetiva, selando-o durante as 14 etapas do nosso Caminho; e, ainda que não tivesse, como não teve, e não tem!, validade oficial – como para obter a Compostelana (o documento que comprova a peregrinação a Santiago de Compostela...) – o que, evidentemente, seria impossível, considerando que nosso Caminho não foi realizado a pé, de bicicleta ou a cavalo... –,, para nós ele se transformou em verdadeiro troféu. Daí termos feito questão de requerer na Oficina de Peregrinos o tradicional selo da Catedral de Santiago de Compostela.

Da mesma forma, levamos a “Credenzialle del Pellegrino” para receber o selo da Igreja de São Francisco em Santiago de Compostela, o que foi providenciado com extrema atenção por Frei Angeles, que nos presenteou com a “Cotolay”, nome que se refere ao fundador do Convento Franciscano em Santiago, e que é uma espécie de Compostelana, visando comprovar que lá estivemos com ânimo peregrino...

O que destaco neste momento, quando passo a relatar as etapas do nosso Caminho – e o que, aliás, é inédito em relação às postagens feitas no Face –, são os pontos divergentes sobre qual teria sido o Caminho de Francisco em sua peregrinação a Santiago de Compostela. Explico: quando passamos a desenhar a célebre rota dispúnhamos apenas de informações baseadas na tradição sobre o trajeto em Espanha – recolhidas com ênfase no trabalho elaborado pelo Frei Natalio Saludes Martinez, da OFM de Santiago, sobre Francisco nas Pedras do Caminho –, e nenhum dado sobre a passagem por Itália e França. Diante disso, a partir de pesquisas na geografia da região, arriscamos os pontos pelos quais Francisco teria passado rumo a Santiago de Compostela. Optamos por uma rota junto ao Mar Mediterrâneo, onde várias cidades atuais já eram centros famosos, como Livorno e Gênova, ou estavam em formação.

No caso da Itália, sugerimos como primeira etapa do Caminho o trecho de Assisi a Chiusi della Verna – onde está o Monte Alverne, que, conforme a tradição, foi palco em 17 de setembro de 1224 do milagre que produziu no corpo de Francisco os estigmas, ou seja, as chagas da crucificação de Cristo. Pelo que se sabe, foi exatamente em 1213 que Francisco conheceu o nobre Orlando di Chiusi, que ofereceu o monte e a área adjacente para que fosse criado um local de retiro e oração, tendo Francisco subido o monte pela primeira vez no ano seguinte, 1214, onde foi construído o grandioso Santuário Franciscano.

Ou seja, no ano da peregrinação a Santiago de Compostela, o local já era conhecido por Francisco – e hoje sua importância é inegável!

Como segunda etapa, apontamos de Chiusi della Verna a Livorno, hoje próspera cidade, que teria sido fundada em 1017 como uma das fortalezas costeiras de proteção a Pisa. Pela proximidade e importância de Pisa, também incluímos nossa passagem por esta cidade.

Para terceira etapa, indicamos o trajeto de Livorno a Gênova, último ponto na Itália. Sobre Gênova, sabe-se que remonta aos gregos, como atestam as escavações de uma necrópole datada do século IV a.C.

A quarta etapa de nosso Caminho marca o ingresso no hoje Principado de Mônaco – cujo território, no século XIII, era ocupado por uma colônia de Gênova...

Ao chegarmos a Santiago de Compostela, contudo, fomos à exposição “Peregrino e novo apóstolo – San Francisco no Camiño de Santiago”, que celebra o 8º centenário da peregrinação de Francisco, de Assis à Cidade Santa, e conhecemos o mapa traçado por especialistas que participaram do grandioso projeto, que incluiu uma preciosa edição impressa.

Não compramos a publicação, mas fomos à mostra, que se prolongará até 24 de agosto, no Colexio de Fonseca, numa realização da Xunta de Galícia em parceria com o Gobierno de España, o Fondo Europeu de Desenvolvimento Rexional, a Província Franciscana de Santiago, o Fegamp e a USC.

Para os pesquisadores, Francisco peregrino, após sair de Assisi não teria passado por Chiusi della Verna. Teria se dirigido para Siena, depois Lucca, até alcançar Gênova e, como último ponto em solo italiano, Ventimiglia.

É possível! Siena, por exemplo, conforme e mitologia grega, foi fundada por Sênio, filho de Remo, e depois de povoamento etrusco, foi colônia romana refundada pelo imperador Augusto... Já Lucca tem seu primeiro registro por Lívio, que a mencionou como parte da República Romana desde 218 a.C. Sobre Ventimiglia não encontrei registros históricos, mas também é possível que já registrasse alguma ocupação, sendo passagem natural para a França...

 

Sim, é possível, que o Caminho de Francisco tenha incluído tais cidades, mas, efetivamente, não foi este o nosso Caminho!

Leia O Caminho de Francisco na Itália - Parte II



Escrito por Luiz Ferraz Cebola às 12h54
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PEDRAS DO CAMINHO

O Caminho de Francisco na Itália - Parte II

Caminho de pedras até o santuário franciscano La Verna.

Mantendo nossa programação – até porque desconhecíamos qualquer proposta de trajeto da peregrinação de Francisco em solo italiano... –, no dia 6 de junho, após dois dias em Assisi, fizemos a viagem até Chiusi della Verna. Foi nossa primeira etapa da travessia até Santiago de Compostela e exigiu o uso de trem – de Assisi a Arezzo e de Arezzo a Bibbiena –, e de ônibus – de Bibienna a Chiusi della Verna.

Foi cansativo, mas, ao final, tivemos ânimo para caminhar cerca de 3 quilômetros, ida e volta, pela trilha de pedra até o fantástico santuário franciscano La Verna, onde Francisco recebeu em seu corpo “le stimmate”, ou os estigmas, as chagas da crucificação de Cristo. Trata-se do milagre que, em harmonia com tudo o que se sabe sobre a vida do “poverello”, o leva a ser chamado de “Alter Christus”. Um momento que foi retratado por diferentes autores, ao longo dos últimos oito séculos, cuja imagem constatamos em vários pontos de nosso Caminho onde a presença do Santo é celebrada.


Leito onde Francisco repousava em gruta no Santuário La Verna...

 

A Cappella Stimate, para celebrar o milagre dos estigmas de Francisco: “Sacellum Sacrorum Stigmatum”.

No dia 7 de junho, na segunda etapa da travessia de Assisi a Santiago de Compostela, percorremos de Chiusi della Verna a Livorno, no litoral do Mar da Ligúria. Inicialmente à margem do nosso Caminho, a vizinha Pisa acabou sendo uma deliciosa surpresa. Afinal, a ideia inicial era ficar apenas em Livorno, mas após uma caminhada pela cidade, fomos perseguidos pela magia da torre inclinada e acabamos mudando de planos.

Nesta segunda etapa, partimos de ônibus de Chiusi della Verna para Bibienna e daí, em outro ônibus, para Firenze. Finalmente, embarcamos no trem para Livorno... Depois de instalados no hotel, almoçamos, passeamos pela cidade, com forte influência Dominicana, mas com marcas seguras da presença franciscana, como na suntuosa Cattedrale di San Francesco.

Para Pisa, fizemos o trajeto de trem, ida e volta, uma viagem de cerca de 20 minutos! Até poderíamos ter esticado até Lucca, que fica próximo – e foi incluída na rota sugerida pelos especialistas da Galícia -, mas, como já frisamos, desconhecíamos o conteúdo daquele trabalho.


Cattedrale di San Francesco em Livorno.


Fortezza Vecchia de Livorno.


Cúpula da Chiesa di Santa Caterina.


Bela Duomo di Pisa, a Catedral de Pisa dedicada à Virgem Maria.


Na torre de Pisa: diz a tradição que foi no Porto de Pisa que Pedro desembarcou na Itália, de onde seguiu para Roma, para pregar o Evangelho e edificar a Igreja...

No domingo 8 de junho, em nossa terceira etapa de Assis a Santiago de Compostela, seguimos de trem de Livorno a Gênova e registramos no Face: “Quanti Palazzi!”. Afinal, Gênova é pródiga em palácios. A cidade possui 58 listados no guia oficial, além de praças e edifícios monumentais, como a Cattedrale San Lorenzo, dos séculos XII a XVI, e tem orgulho especial pelo filho Cristoforo Colombo.

Claro que não deu para passar em todos os palácios, mas conhecemos alguns, como o Palazzo Reale, Palazzo Rosso, Palazzo Della Meridiana, Palazzo Ducale...

Com foco em Francisco, descobrimos duas pinturas do Santo, de autoria do genovês Bernardo Strozzi (Genova 1581 – Venezia 1644), que estão no Palazzo Rosso. A grande dúvida é se seriam de Francisco de Assis ou de Francisco de Paula, da Calábria (século XV), fundador da Ordem dos Mínimos e que teria sido discípulo de Francisco de Assis. Fica difícil saber até que ponto os dois santos se mesclam. As imagens de Francisco, no entanto, parecem projetar Francisco de Assis...

Ainda em Gênova, conhecemos a angolana Maria José, que trabalha no no Palazzo Rosso e nos contou sobre o Convento Franciscano de San Barnaba e que encerrou atividades há algum tempo. Não tivemos tempo de ir ao local, que fica no alto de um monte, para confirmar as informações e continuar as investigações, mas encaminhamos esta pesquisa junto a nossas fontes franciscanas. Maria José citou o nome de Frate Luca...


Terceira etapa, de Livorno a Gênova, de trem: trechos em que é possível avistar praias e belos recantos do Mar da Ligúria, parte do Mar Mediterrâneo entre a Riviera Italiana e as ilhas da Córsega e Elba.


Na Fontana de Piazza de Ferrari, a principal praça de Gênova, onde está o belo Palazzo Ducale.


Mosaico no chão do Palácio Reale.


San Francesco abbracciato al Crocifisso, de Bernardo Strozzi (Genova 1581 – Venezia 1644).


San Francesco in adorazione del Crocifisso, de Bernardo Strozzi (Genova 1581 – Venezia 1644).


Cattedrale San Lorenzo!

Nossa quarta etapa, na segunda-feira 9 de junho, teve como destino o Principado de Mônaco, onde chegamos vindos de Gênova – que foi efetivamente nossa última cidade em solo italiano. Fomos de trem, com troca de composição em Ventimiglia – citada no trabalho dos especialistas da Galícia... Porém, como não tínhamos qualquer referência sobre esta pequena cidade italiana, não aprofundamos nossa pesquisa.

Mônaco coleciona ícones da realeza, mas que às vezes parece sucumbir às marcas da decadência (como pudemos constatar, por exemplo, no Casino...).

No Principado foi muito interessante a informação obtida na Cathédrale de Mônaco sobre indícios da passagem de Francisco na região. O guardião da Catedral, Jean Marc, nos disse haver uma pequena Capela de São Francisco em Roquebrune, Amenton, na França – entre a Itália e o Principado, distante 7 km do Principado – e próximo de Ventimiglia, localizada a 20 quilômetros de Mônaco.

Jean Marc também relatou com entusiasmo a presença de Francisco em Mônaco, frisando que, quando jovem, estudou num liceu franciscano no Principado e que mudou de endereço no ano passado. Deu a localização, na Avenue de Roqueville esquina com Rue de la Source, e estivemos lá, podendo constatar o aviso na porta: “Les locaux du Lycee François D’Assise – Nicolas Barre sont desormais transferes Avenue de L’Annonciade (bâtiment de la Direction de l’Education Nationale)”. Infelizmente, não tivemos tempo de procurar no novo endereço...

Nossa passagem por Mônaco incluiu o Palácio do Príncipe de Mônaco, a residência oficial de Alberto II, nascido Albert Alexandre Louis Pierre, que é o chefe da Casa de Grimaldi e o atual príncipe soberano.


Junto aos canhões que decoram o entorno da Place du Palais, onde está o Palácio do Príncipe de Mônaco.


Fachada do Palácio do Príncipe de Mônaco.


Circulando no interior do Palácio do Príncipe de Mônaco.


O trono do príncipe de Mônaco.


Bela vista de Mônaco, do ponto onde está localizado o Palácio do Príncipe.


Cathédrale de Mônaco, dedicada a São Nicolau, onde inúmeros membros da família Grimaldi estão enterrados.


Altar da Cathédrale de Mônaco.


Em seu pequeno carro, Pierre Rainier Stefano Casiraghi, filho mais jovem da princesa Caroline de Mônaco, agora SAR princesa Caroline de Hanover, e de seu segundo marido, Stefano Casiraghi: terceiro na linha de sucessão ao trono do Mônaco, na sequência da mãe e irmão.

 



Escrito por Luiz Ferraz Cebola às 12h48
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PEDRAS DO CAMINHO

Caminhando em Assisi...

Em frente à Basílica di San Francesco, onde estão as relíquias de São Francisco.

Sem querer teorizar sobre a eficiência deste blog em relação ao Facebook – a outra mídia que utilizei para relatar a viagem de Assis a Santiago de Compostela e festejar o 8º centenário da peregrinação de Francisco e os 30 anos de união com minha Sandra – o certo é que, além de mais rápido, o Face me tomou menos tempo.

Claro que a linguagem do blog permite refletir melhor sobre as situações, não apenas apresentando a imagem com a legenda e, talvez, um texto que abre o eventual álbum de fotos, fazendo com que o leitor possa pensar e aprofundar sua visão sobre o que está acontecendo. Mas isso, convenhamos... bem, tudo bem, como disse, a intenção não é teorizar, muito menos polemizar – o que, na verdade, já está feito.

Também deve ser considerado – e é esse tipo de reflexão que fica difícil, ou inoportuno, colocar no Face... – que o formato do BlogComCebola, inaugurado para dar suporte ao projeto “Pedras do Caminho”, sobre minhas peregrinações a Santiago de Compostela – ainda que não tenha se esgotado –, parece, talvez só pareça, que já cumpriu sua função ao proporcionar uma trilogia de livros, dois deles impressos e lançados até esta data: “Meu encontro no Caminho de Santiago de Compostela”, em março de 2013, e “Sentido do Perdão no Caminho de Santiago de Compostela”, em abril passado.

Ufa! Tanto trololó e, apesar da foto do alto que diz muito (e que desde 5 de junho, algumas horas depois, já estava disponível no Face...), o que afinal aconteceu com o projeto de fazer este novo Caminho a Santiago de Compostela?

Talvez no Face não tenha ficado totalmente claro aos amigos que, efetivamente, na minha concepção de peregrino, esta viagem não se tratou, strictu sensu, de uma peregrinação – ainda que não queira voltar a essa questão do que deve ser considerado uma peregrinação pelos Caminhos de Santiago. Eis que, nas vezes em que escrevi como peregrino, nas viagens que integraram o projeto “Pedras do Caminho”, não desrespeitei ou muito menos desqualifiquei aquele que chega a Santiago de trem, carro, ônibus ou avião.

Nessas ocasiões defendi a importância de se chegar a Santiago e viver toda a mística que emana da tradição do Apóstolo de Cristo. Agora, contudo, falando não como o que vai a pé, a cavalo ou de bicicleta, pode parecer um tanto demagógico. Tudo bem, receberei bem esta crítica, ou ponderação, pois o questionamento é realmente capaz de gerar diferentes opiniões.

Mas, afinal, O QUE ACONTECEU NESTA VIAGEM?

Bem se você não acessou de 4 a 20 de junho a minha página no Facebook, em www.facebook.com/CebolaFerraz, vou contar o que se sucedeu, mas antes mostro o que deixei registrado naquela mídia, no post de 4 de junho...:

“Chegar a Assisi não foi fácil. Mas a recompensa é enorme. Um pouco, muito pouco de Assisi, o início do nosso Caminho a Santiago de Compostela. Passa na frente, Santiago!”

Além deste minúsculo texto, que relendo considero sucinto demais, algumas fotos e legendas – aliás, fotos e legendas que seguem abaixo:


Detalhe do portal da Basílica di San Francesco.


O Tao e Pax, nos jardins da Basílica di San Francesco.


Via San Paolo.


Tempio di Minerva, na Piazza del Comune: banner divulga candidatura da Província de Perugia à Capital Europeia da Cultura em 2019.


A bela arquitetura do Convento Chiesa Nuova San Francesco Converso.

E só. Mas tanta coisa aconteceu, algumas relevantes, e que mereceriam ser contadas, pois têm a importância do que considero informação; e outras completamente sem importância, ou talvez até sim importantes, pois refletem sentimentos, emoções etc., e não apenas informação, essa mania que persegue alguns jornalistas, como eu, que preferem o factual ao emocional...

Afinal, O QUE ACONTECEU NESTA VIAGEM?

Antes de responder esta pergunta, confira o que abriu o segundo álbum de fotos postado no dia seguinte, 5 de junho, no Face:

“Com disposição de conhecer as “Pedras do Caminho” em Assisi, portando a credencial de peregrino obtida na secretaria da Igreja de Santa Maria Degli Angeli – onde está a Porciúncula! –, caminhamos hoje cerca de 8 quilômetros. Para mim, reencontro; para Sandra, iniciação..., com tudo aquilo que caminhar com fé é possível proporcionar. O trajeto escolhido foi do Eremo Delle Carceri – o oásis de paz e silêncio no Monte Subário, onde Francisco se retirava para rezar – até a Basílica di San Francesco, com passagens por locais monumentais da monumental Assisi.”

E fotos e legendas, conforme abaixo:


No início do dia, um dos muitos cachorros de Assisi, acompanhando a paisagem da janela.


Igreja de Santa Maria Degli Angeli: surpreender-se com a Porciúncula e obter as credenciais de peregrino – fornecidas para o Caminho até Roma, mas que esperamos utilizar para registrar os pontos de nossa travessia até Santiago de Compostela.


A porta principal da Igreja de Santa Maria Degli Angeli.


Sandra encontra Francisco... aliás, um dos muitos encontros do dia!


Pax et Bonum, junto à Igreja de Santa Maria Degli Angeli.


Ingressando no Eremo Delle Carceri...


Vista do Monte Subário, em Eremo Delle Carceri...


Inseto inusitado em Eremo Delle Carceri... Será possível!


Registrando o silêncio em Eremo Delle Carceri...


Descansando com Francisco, em Eremo Delle Carceri...


Orando em Eremo Delle Carceri...


Compartilhando em Eremo Delle Carceri...


Iniciando nos mistérios do Caminho, descendo o Monte Subário...


Reforçando a mágica da peregrinação, no Monte Subário...


Descendo o Monte Subário, usando cajados improvisados, após momentos de reflexão no Eremo Delle Carceri...


Rocca Maggiore: o magnífico castelo medieval construído para defender Assisi...


Na fachada da Igreja do Istituto Serafico Per Sordomuti e Per Ciechi, mensagem do Papa Francisco: “Vivi in Adorazione”.


Rosetão na fachada da Cattedrale San Rufino...


Cruz de São Damião na Basílica di Santa Chiara.


Cripta da Basílica di San Francesco onde se conservam as relíquias do Santo.


Detalhe da urna onde estão as relíquias de San Francesco.


O belíssimo interior da igreja inferior da Basílica di San Francesco.


Altar-mor da igreja inferior da Basílica di San Francesco.


Café ao final da tarde..., iniciando as despedidas de Assisi...

Na segunda postagem, o texto de abertura ficou um pouquinho melhor em relação ao primeiro, assim como as fotos e legendas.

Vamos então ao QUE ACONTECEU NESTA VIAGEM?

Bom, depois de tantas considerações, a postagem neste formato de blog não permite mais texto (terei de fazer uma simulação e se não for possível, terei que fazer “parte I” e “parte II”...). Depois contarei mais detalhes. Por enquanto, acho que o publicado no Face – e neste momento já está naquela mídia toda nossa passagem por Chiusi Della Verna (dia 6), Livorno (7), Gênova (8), Principado de Mônaco (9), Marselha (10), Toulouse (11), Lourdes (12 e 13), Jaca (14) Undués de Lerda (15), Puente la Reina (16), Burgos (17), León (19), O Cebreiro (19) e  Santiago de Compostela (20 a 22)..., o que há de mostrar como foram, em síntese, os 15 dias das 14 etapas da travessia, além dos 3 dias apreciando Santiago de Compostela.

Passa na frente, Francisco! Passa na frente, Santiago!



Escrito por Luiz Ferraz Cebola às 10h19
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